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Random freezes, missing sound and display glitches usually trace back to one bad driver. Find and replace yours safely.Free scan · under a minuteA controvérsia começou com um segmento do programa religioso Fala que eu te escuto, produzido pela Igreja Universal do Reino de Deus e exibido pela Record na madrugada de 6 de janeiro de 2021. O programa relembrou uma acusação feita em 2018 por Kimberly Thompson, ex-baterista de Beyoncé, e exibiu imagens do filme visual Black Is King ao tratar de “magia negra e bruxaria”. As fontes consultadas não comprovam a acusação contra Beyoncé.
O que a Record exibiu sobre Beyoncé?
Segundo a cobertura publicada à época, o segmento foi ao ar por volta das 00h45 no Fala que eu te escuto, apresentado pelo bispo Adilson Silva. O programa abordou “magia negra e bruxaria” e retomou alegações atribuídas a Kimberly Thompson, que havia trabalhado como baterista de Beyoncé. ( Notícias da TV, 6 de janeiro de 2021 )
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Silva afirmou no programa: “Tem muita gente se envolvendo com magia negra, inclusive pessoas famosas.” A fala foi apresentada no contexto da pauta e da acusação atribuída a Thompson; não constitui prova de que Beyoncé tenha praticado o que foi alegado. O mesmo segmento descreveu a prática como “famosa mundialmente pelo sacrifício de vidas” e relacionou-a a crimes no Brasil. Essa é a caracterização religiosa veiculada pelo programa, não uma constatação sobre tradições religiosas em geral. ( Notícias da TV )
Por que o uso de imagens de Black Is King provocou críticas?
O segmento exibiu imagens do filme visual de Beyoncé enquanto tratava de bruxaria e magia negra. A associação entre as imagens e o tema foi central para a reação pública: críticos consideraram o enquadramento racista e intolerante com religiões e culturas de origem africana. Essa avaliação foi expressa por críticos e internautas; não deve ser apresentada como conclusão jurídica. ( Notícia Preta, 7 de janeiro de 2021; Correio Braziliense, 7 de janeiro de 2021 )
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O que a Igreja Universal respondeu?
Em nota reproduzida pelo Correio Braziliense, a Universal afirmou que o programa não fez acusação contra Beyoncé e que “apenas relembrou uma notícia que foi amplamente divulgada pela Imprensa em setembro de 2018”. A resposta, portanto, apresentou o segmento como uma retomada de notícia anterior, enquanto os críticos questionavam a maneira como a acusação e as imagens foram colocadas juntas. A Record não havia respondido ao jornal até a publicação da matéria, em 7 de janeiro de 2021; isso não informa se houve resposta posterior. ( Correio Braziliense )
O que está comprovado — e o que não está?
- Fato documentado pela cobertura: o programa exibiu o segmento em 6 de janeiro de 2021, retomou a acusação atribuída a Thompson e usou imagens de Black Is King.
- Alegação, não prova: Thompson havia acusado Beyoncé em 2018. As reportagens consultadas não comprovam essas alegações; não é correto narrá-las como fatos sobre a artista.
- Interpretação atribuída: críticos viram o enquadramento como racista ou intolerante com religiões e culturas de origem africana.
- Posição institucional: a Universal negou que o programa tivesse acusado Beyoncé e disse que relembrou uma notícia anterior.
Como a controvérsia difere do acordo noticiado em 2019?
Em 2019, a Folha de S.Paulo noticiou um acordo referente a um processo de 15 anos sobre conteúdos anteriores da Record considerados ofensivos a religiões de origem africana. O acordo previa quatro programas sobre essas religiões na Record News. Esse episódio é um antecedente distinto: não foi uma decisão sobre Beyoncé nem o desfecho da polêmica de janeiro de 2021. ( Folha de S.Paulo, 30 de janeiro de 2019 )
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