Não. Nas resenhas consultadas, Shaad D’Souza, da Pitchfork, e Laura Snapes, do The Guardian, avaliaram “Woman’s World” negativamente. Os dois questionaram a abordagem de empoderamento; Snapes também considerou confusa a relação entre a mensagem e o vídeo, enquanto D’Souza julgou a faixa pouco convincente.
Por que a crítica não se convenceu?
A abordagem pareceu datada
Laura Snapes descreveu a música como uma tentativa datada de criar um hino feminista sobre mulheres poderem “ter tudo”. Na leitura da crítica do Guardian, a ambição da mensagem não se traduz em uma execução coerente. Essa é a avaliação de Snapes, não um consenso mensurado de toda a imprensa.
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Shaad D’Souza, da Pitchfork, também considerou pouco convincente a tentativa de dar à faixa um tom de retorno político e uma mensagem de empoderamento. Ele resumiu sua avaliação dizendo que a música é “inconcebivelmente morna, irritante no melhor dos casos” — tradução livre de “Instead, it’s unfathomably tepid, irritating at best.”
O vídeo e a mensagem parecem entrar em conflito
Snapes concentrou parte de sua crítica no videoclipe, dirigido por Charlotte Rutherford. Ela interpretou a combinação de referências ao empoderamento, imagens sexualizadas e promoção de produtos como uma sátira cuja execução acaba parecendo confusa. A crítica, portanto, não se limita à letra: questiona se a apresentação visual reforça ou enfraquece a mensagem da canção.
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A produção e os colaboradores também pesaram
D’Souza descreveu a faixa como construída sobre sintetizadores pulsantes e um refrão marcante, mas entendeu que esses elementos não tornam convincente a tentativa de retorno. Sua resenha também questiona a mensagem à luz do contexto dos colaboradores. O Guardian igualmente aborda esse contexto, embora dê mais destaque ao vídeo e à coerência da proposta.
O que se sabe sobre a controvérsia envolvendo Dr. Luke?
As duas resenhas mencionam Dr. Luke como produtor e coautor. Ao tratar do histórico jurídico, o Guardian relata que Kesha o processou em 2014; ele negou as acusações, e as reivindicações de Kesha foram rejeitadas por um juiz em 2016. Em 2023, os dois chegaram a um acordo sobre a ação de difamação movida por ele.
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O jornal também relata que Perry e Dr. Luke negaram uma acusação separada feita por Kesha contra eles e que, em 2020, um juiz considerou difamatórias aquelas declarações. Esse histórico deve ser entendido como contexto da crítica à escolha de colaboradores, não como prova de culpa: as resenhas apontam a percepção de incoerência entre uma mensagem de força feminina e a participação de um produtor ligado a uma disputa pública envolvendo alegações de abuso.
Quando a música saiu e como foi nas paradas?
“Woman’s World” foi lançada em 11 de julho de 2024 pela Capitol e apresentada como o single principal de 143. A Universal Music Canada anunciou o álbum para 20 de setembro de 2024. Perry descreveu 143 como um álbum dance-pop “ousado, exuberante e celebratório”, com a expressão numérica 143 — associada a “I love you” — como mensagem condutora. As datas e a declaração constam do anúncio da Universal Music Canada.
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No Reino Unido, a faixa chegou ao 47º lugar da Official Singles Chart; a primeira semana registrada no chart foi a de 25 de julho de 2024. Esse número se refere exclusivamente à parada britânica e não indica o desempenho da música em outros mercados. O histórico está na Official Charts Company.
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Nas duas resenhas citadas, não. D’Souza criticou sobretudo o impacto da música e a eficácia da mensagem; Snapes julgou datada a proposta de hino feminista e confusa a relação entre mensagem e vídeo. Essas avaliações dão uma resposta clara sobre os dois textos consultados, sem representar uma contagem ou média de toda a crítica musical.
Quick Recap
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Resenhas consultadas
- Shaad D’Souza, Pitchfork — resenha de “Woman’s World”, publicada em 12 de julho de 2024.
- Laura Snapes, The Guardian — resenha da faixa e do vídeo, publicada em 12 de julho de 2024.
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