Em 14 de agosto de 2022, a Pitchfork publicou uma retrospectiva de ARTPOP, álbum de Lady Gaga lançado em 2013. Claire Lobenfeld elogiou a ambição de aproximar arte, cultura pop e performance, mas também apontou excessos e abordou criticamente a colaboração original com R. Kelly em “Do What U Want”. A releitura não declara o disco sem falhas nem prova que a crítica como um todo mudou de opinião.
Qual nota a Pitchfork deu a ARTPOP?
A POPLine atribuiu nota 7,3 à retrospectiva. Essa cifra não aparece no texto extraído da página original da Pitchfork, então é mais preciso tratá-la como informação reportada pela publicação brasileira, não como nota confirmada diretamente na resenha. A avaliação em si é uma Sunday Review assinada por Claire Lobenfeld, publicada em 14 de agosto de 2022.
O que a retrospectiva reconsidera?
Lobenfeld relê ARTPOP como um projeto conceitualmente ambicioso e divisivo, que encena tensões entre vulnerabilidade e persona, corpo e imagem, dor e ambivalência sobre uma produção eletrônica carregada. A crítica valoriza a tentativa de fundir arte, pop e performance, sem ignorar que alguns símbolos e escolhas de produção podem soar excessivos.
O conceito do título não se limitava a colocar elementos pop numa obra de arte. Na formulação de Gaga reproduzida pela resenha, a ideia era levar a arte ao objeto cotidiano — como a lata de sopa associada a Andy Warhol. A capa oferece um exemplo: a imagem de Gaga ligada à série Gazing Ball, de Jeff Koons, foi combinada com fragmentos de O Nascimento de Vênus, de Botticelli.
#1 Best Overall
- ARTPOP is a celebration of obsession set to a carefully crafted musical landscape that brings the listener on a truly unique audio journey
“Instead of putting pop onto the canvas, we wanted to put the art onto the soup can,” disse Gaga em entrevista promocional à O2 antes do lançamento, conforme reproduzida pela Pitchfork.
Quais faixas a crítica destaca?
“G.U.Y.”: o principal destaque
Lobenfeld chama “G.U.Y.” de melhor faixa do álbum. A resenha aproxima dela “Venus” e “Sexxx Dreams”, tratando as três como parte de um conjunto que concentra a energia e a ambição do disco. É a hierarquia da autora, não um consenso crítico mensurado.
Rank #2
- Your favorite artist, Lady Gaga, on CD.
- Immerse yourself in the genre of Electronic.
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“Dope” e “Swine”: vulnerabilidade e raiva
Na leitura da resenha, “Dope” é o momento em que a dor e a busca por perdão aparecem com maior franqueza. “Swine” é relacionada à raiva e à experiência de trauma que Gaga descreveu em entrevista. Essas conexões ajudam a entender a interpretação de Lobenfeld, mas não devem ser confundidas com uma explicação definitiva das canções.
Como entram a lesão e o afastamento de Gaga?
A retrospectiva situa o álbum num período de lesão, afastamento dos palcos e tensões criativas e profissionais. Segundo a Pitchfork, Gaga agravou uma lesão no quadril durante a Born This Way Ball, em 2013, cancelou as apresentações restantes e se afastou dos holofotes. Lobenfeld usa esse contexto para ler ARTPOP em relação à dor e à recuperação; a reportagem não sustenta diagnósticos médicos nem uma explicação causal mais abrangente.
The Tool Desk
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O que aconteceu com “Do What U Want” nas edições do álbum?
A faixa exige atenção à edição e ao período. Na resenha de 2022, Lobenfeld diz que “Do What U Want” não estava na versão em streaming a que se referia e lembra que Gaga se desculpou publicamente em 2019. A Pitchfork também noticiou versões em vinil sem a canção. Isso não permite concluir que todas as edições físicas, serviços ou listagens atuais tenham o mesmo repertório: confira a edição específica antes de comprar ou ouvir.
A página oficial de ARTPOP o descreve como um álbum de EDM que mistura arte erudita e cultura pop, destaca “Applause” e “G.U.Y.” e lista entre os produtores Gaga, DJ White Shadow, Nick Monson, Dino Zisis, Zedd, Madeon, Infected Mushroom, Giorgio Tuinfort, will.i.am e Rick Rubin. A retrospectiva da Pitchfork enfoca como essa mistura funciona — e onde, para Lobenfeld, pesa demais.
Rank #4
Foi uma mudança geral na recepção crítica?
Não há base para afirmar que a crítica em geral reverteu sua opinião. A Sunday Review de 2022 é uma releitura assinada, e a retrospectiva de dez anos da GRAMMY.com, publicada em 2023, também defende que a combinação de gêneros e a apresentação visual do álbum merecem atenção. Essas duas peças mostram interesse retrospectivo, não uma mudança comprovada de consenso ou uma comparação quantitativa com as resenhas de 2013.
Quick Recap
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