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A crítica da Pitchfork não concluiu que artistas de K-pop, em geral, não têm identidade. Publicada em 19 de dezembro de 2024, a resenha de Alex Ramos avaliou rosie, álbum de estreia solo de Rosé, do BLACKPINK, e argumentou que o disco não revela com clareza uma perspectiva pessoal. A nota da Terra resumiu a discussão como uma crítica à “falta de identidade” no K-pop e informou a avaliação de 5,5/10; essa formulação é mais ampla que o alvo imediato da resenha.
Qual foi o alvo da crítica da Pitchfork?
O objeto da resenha era rosie, não toda a produção de K-pop nem a carreira inteira de Rosé. Ramos partiu da apresentação do álbum como uma aproximação da vida interior da cantora e perguntou quem ela é para além de seu papel como vocalista principal do BLACKPINK. Na leitura do crítico, as canções recorrem a uma narrativa de desamor familiar e a referências pop conhecidas, sem formar um retrato autoral suficientemente definido. Leia a resenha de Alex Ramos na Pitchfork.
A nota de 5,5/10 foi reportada pela Terra, cuja manchete condensou a repercussão em “sem identidade”. O número e o rótulo ajudam a explicar a polêmica, mas não transformam a avaliação de um álbum em uma conclusão factual sobre todos os ídolos de K-pop.
Como a resenha sustenta essa avaliação?
“APT.” como exceção
Ramos destaca “APT.”, colaboração pop-rock com Bruno Mars, como um momento em que Rosé solta a voz e apresenta um timbre reconhecível. Para o crítico, a faixa torna mais evidente uma presença vocal individual do que boa parte do restante do álbum.
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Uma sequência de estilos sem perspectiva comum
A resenha considera que as outras músicas não mantêm a mesma energia e alternam caminhos sem consolidar uma visão autoral clara. Ramos cita “Toxic Till the End”, “Drinks or Coffee”, “Gameboy”, “Two Years” e as baladas do terço final como exemplos. Isso é um juízo estético sobre escolhas e resultados musicais, não uma medida objetiva de autenticidade.
O que a crítica diz sobre o K-pop — e o que não diz
Ramos amplia a discussão ao observar que parte do K-pop constrói ídolos como figuras de fantasia, capazes de representar temas e ideias maiores. Esse modelo pode tornar menos visível a individualidade musical de um artista, mas a própria resenha ressalva que essa característica não costuma ser uma controvérsia central e não determina necessariamente o valor de entretenimento do gênero.
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Portanto, há três ideias distintas que não devem ser confundidas: a identidade pessoal de Rosé como artista solo, as convenções de imagem e fantasia associadas a parte do K-pop, e a qualidade de entretenimento de uma música ou álbum. A crítica questiona a primeira em rosie e usa a segunda como contexto; não afirma que todos os artistas carecem de identidade, nem que fãs não possam encontrar valor no gênero.
O que Rosé disse ao apresentar o álbum?
Segundo a resenha da Pitchfork, Rosé escreveu em uma publicação no Instagram ao apresentar o disco: “With this album, I hope you all feel that much closer to me.” A frase explicita a intenção de criar proximidade com os ouvintes, mas a crítica discute se as canções, por si mesmas, concretizam essa intenção. Ela não foi apresentada como declaração em entrevista.
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Como interpretar o dado sobre premiações?
A resenha cita um dado atribuído a Soridata: 9,3% dos prêmios de programas musicais recebidos por solistas femininas desde 2007. Ramos acrescenta que muitos desses prêmios podem ser atribuídos à cantora e compositora IU. Esse percentual trata de premiações, não mede identidade artística ou autenticidade; a página de dados original de Soridata não foi verificada diretamente para a cobertura citada pela Pitchfork.
Independent reader supportYour contribution helps us test, update, and keep practical guides available for everyone.Por que a polêmica voltou a ser discutida?
Resenhas posteriores da Pitchfork mostram que o veículo continuou a abordar identidade musical em lançamentos ligados ao K-pop e ao pop global. A crítica de JENNIE: Ruby compara caminhos solo de integrantes do BLACKPINK; a análise de KATSEYE: BEAUTIFUL CHAOS EP discute estilo e classificação entre K-pop e pop global. São exemplos da abordagem crítica da publicação, não confirmação independente de que a avaliação de Ramos seja consenso.
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Já a resenha de BTS: ARIRANG, publicada em 24 de março de 2026, trata da relação entre identidade cultural coreana e aspirações de alcance global. Esse é um debate diferente da identidade pessoal de uma cantora em seu álbum solo: identidade cultural, identidade individual e categoria comercial não são sinônimos.
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